quarta-feira, 28 de julho de 2010

COMO DESENVOLVER COMPETENCIAS ESSENCIAIS PARA OS ENFRENTAMENTOS DA VIDA PROFISSIONAL?


O contexto atual de negócios segue uma dinâmica de transformação contínua, o que tem exigido de empresários e profissionais em geral uma resposta de adaptação em curto espaço de tempo. Tal capacidade de adaptação está diretamente relacionada com a identificação de competências essenciais que permitam um ajuste do indivíduo às novas demandas estabelecidas pelo mercado. A grande questão em pauta é: como identificar tais competências? E uma vez identificadas, como desenvolvê-las de modo a alcançar um alto desempenho? Este parece ser o grande desafio a ser enfrentado pelos profissionais e empresários que desejam obter sucesso em suas áreas de atuação.
Nos últimos anos, com o objetivo de lidar com a complexidade deste novo contexto, verifica-se um crescimento do número de pessoas que têm buscado apoio de profissionais especializados para o desenvolvimento de competências essenciais que lhe permitam lograr êxito em seu campo de especialização. Este suporte profissional é denominado de “Coaching”. O Coaching consiste em um processo de acompanhamento do indivíduo, a partir da compreensão e do respeito pelas suas características pessoais, com a finalidade de promover o seu aprimoramento. Baseia-se na definição de metas e no desenvolvimento das competências para alcançá-las. Este trabalho se estabelece na construção de uma parceria entre um orientador, o Coach, que vai facilitar o processo de aprendizagem e o desenvolvimento do participante. Na perspectiva profissional visa facilitar a busca de soluções e estratégias, ajudando a pessoa a incrementar sua performance. Trata-se então de um processo de aprendizagem, que consegue alinhar as necessidades dos negócios com as necessidades de desenvolvimento pessoal. O Coaching não deve ser confundido com o processo de aconselhamento, pois o Coach não dirá ao seu cliente o que fazer, todas as respostas e caminhos serão elaborados pelo próprio indivíduo. Nem tão pouco entendido como uma abordagem terapêutica, pois não se propõe trabalhar aspectos emocionais emergentes da história de desenvolvimento do cliente. O Coaching tem foco específico, que é o de qualificar a pessoa para o enfrentamento de situações que lhe exijam uma nova atitude, possibilitando um melhor desempenho. Desta forma é preciso ficar claro que o Coaching trabalha competências comportamentais e não técnicas, ou seja, competências que vão possibilitar uma ampliação da expressão do indivíduo em sua área de trabalho.
Como funciona um programa de Coaching? Existem metodologias de abordagem distintas entre vários programas, no entanto o objetivo final é o mesmo, ou seja, a alta performance do cliente. O programa aplicado pela Sapiens Consultoria está baseado na metodologia do Integrated Coaching Institute (ICI), primeiro curso do Cone Sul, credenciado pelo International Coach Foudation (ICF), federação internacional que legitima formações em Coaching. A partir da problemática evidenciada, Coach e cliente partem para a identificação de metas de competências que serão suportadas por técnicas de aplicação prática no próprio ambiente de trabalho. O acompanhamento do Coach e o comprometimento do cliente permitirão o desenvolvimento gradual da competência desejada.
O que ganho quando decido participar de um programa de Coaching? O maior beneficio é a estruturação de um roteiro prático para o desenvolvimento de uma competência específica com o fim de se atingir alta performance. No entanto, alguns outros ganhos podem ser agregados ao longo do processo tais como:
• Ampliação da capacidade em lidar com as mudanças;
• Gestão do stress com menor dissipação de energia;
• Uma melhor gestão do tempo;
• Maior capacidade de manifestar sua expressão;
• Desenvolvimento de uma postura mais cooperativa dentro de ambientes organizacionais;
• Ressignificação de crenças inibidoras do desenvolvimento;
Por sua modelagem prática e com alto foco no aumento do desempenho pessoal, o Coaching tem se apresentado como uma alternativa eficaz adotada por muitas pessoas que tem buscado um caminho para ampliar suas possibilidades em seus respectivos ramos de atividades.
Túlio Gadelha é Sócio-Diretor da Sapiens Consultoria,Doutorando em Administração pela UFBA, Mestre em Administração pela UFBA, Especialista em Marketing (ESPM) e Finanças (UCSAL), e formado em Coaching Executivo e Pessoal pelo ICI – Integrated Coaching Institute.
Ivan Quadros é Sócio-Diretor da Sapiens Consultoria, Administrador, Especialista em RH (UFBA) executivo de diversas corporações e formado em Coaching Executivo e Pessoal pelo ICI – Integrated Coaching Institute.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

CELULAR. ESTE ADORÁVEL INTRUSO

Caros, outro dia enquanto almoçava, em um shopping, prestava atenção nas pessoas que transitavam e estavam ao meu redor. Existia algo em comum entre elas: a esmagadora maioria portava um aparelho celular. Umas falavam, outras esbravejavam, outras olhavam para o aparelho como que hipnotizadas, buscando algo daquele aparelho ou apenas o transportava como se desse maior segurança uma espécie de muleta/amuleto e até mesmo na cintura, mais de um, pronto para o saque da arma digo do celular.
Como é interessante perceber que as tecnologias tão modernas, rápidas e surpreendentes estão a serviço das nossas necessidades tão “ancestrais”. Neste caso especifico a necessidade de nos comunicarmos.
O celular é uma das tecnologias mais aderentes das conseguidas desenvolver pelo homem. Pois bem, esta “entidade” tão fantástica que hoje nos acompanha por praticamente todos os momentos de nossas vidas foi inventada em 1947 e fez sua primeira ligação oficial de um enorme aparelho móvel para um fixo, apenas em 1973 nos EUA e chegou ao Brasil, Rio de Janeiro em 1990 e logo a seguir em Salvador.
Demorou para afinar, mas aqui entre nos pegou rapidinho e se tornou febre como na maioria dos países do mundo. Mas parece que aqui, a coisa endoidou. Por quê? Simplesmente mudamos hábitos, ficamos mais individualistas e, infelizmente, parece que mais mal educados. E pior, como estamos condescendentes com os maus modos.
O tele móvel, como dizem nossos irmãos lusitanos, influenciou a todos, independente de classe social, econômica, profissional ou clubística. Idosos, jovens e até crianças, desfilam com seus “carrões”, cada qual demonstrando seu “poderio” e o poder da palavra é utilizada na maioria das vezes acima de 80 decibéis, não interessa se estamos no cinema, no elevador, cercados de pessoas no almoço, nos hospitais, funerais, aulas de yôga, nos seus veículos, no estádio de futebol ou boate onde a disputa por que fala mais alto é impressionante. Fico com inveja da capacidade destes ouvidos e gargantas.
Mas é na vida profissional onde acontecem, talvez, as maiores barbaridades. Por exemplo: reuniões em que as pessoas não podem abandonar por um segundo seus aparelhinhos maravilhosos se não o mundo para. Emails que são respondidos conjuntamente com conversas paralelas (exemplo de chunking) ou entabulam conversas pessoais desrespeitando a idéia que informações pessoais em excesso podem até incomodar que está próximo.
Creio que o possuidor do famigerado aparelho precisa de algumas informações com objetivo de pelo menos ficar com a pulga atrás da orelha. Vamos lá então a algumas questões e as possíveis respostas:
O toque e a forma de chamada do telefone devem ser observados?
Certamente. Precisamos levar em conta o incomodo que causamos aos outros. Principalmente se o toque é personalizado e/ou alto, parece que perderam a noção: gritos, hinos de clubes, o funk da hora ou aquele palavrório “especial” podem ser evitados, com toques discretos, baixos ou no vibracall, o mais recomendado.

É permitido atender ao celular no trabalho?
O celular tornou-se um elemento da nossa convivência, portanto aceito, inclusive nas empresas, exceto se a atividade é de atendimento ao publico e em especial se realiza tarefas que o foco é fator determinante. No trabalho, seu uso deve ser racional e equilibrado. As pessoas do trabalho podem ser poupadas das suas intimidades. Portanto, seja rápido, fale baixo, busque evitar emocionalidades e se possível mude de ambiente, peça licença aos da sua circunvizinhança e saia de fininho.

Como fazer quando estou em uma reunião ou almoço de negócios?
O mundo chegou até aqui sem que necessariamente tivéssemos que estar plugados cem por cento do nosso tempo. Desligar, colocar no vibracall ou autorizar um terceiro atender e anotar recados são as vias mais recomendadas. Uma pergunta rápida: Um cirurgião médico ou dentista pode ficar tantas horas em cirurgia, um juiz em longas audiências, um árbitro de futebol durante a partida e mais mil exemplos possíveis. Porque então, nos outros, não podemos educadamente, disciplinadamente nos controlar e ao nosso fiel “amigo”.
As pessoas que nos procuram ou que são convidadas para uma atividade em comum, seja ela qual for, necessitam de nosso respeito, o mais integral e atento possível. Nos casos extremos em que é imperativo o atendimento, recomenda-se avisar antes ou um pedido de desculpa e de breve explicação de tanta necessidade de atendimento.
Onde colocar o aparelho durante o trabalho, reunião ou almoço de negócios?
Sempre que possível longe do alcance dos olhos e ouvidos de todos. O celular é um dos maiores “ladrões” de foco dos executivos, portanto olhá-lo a cada 30 segundos, nada acrescenta, rouba energia, concentração e foco. Na mesa de refeições deve-se evitar também por questões higiênicas tele transportadas.
Ou seja, tem jeito para algo que não tem jeito. O aumento da presença dos aparelhos é inevitável pelas suas agregações e pela convergência que eles produzem e produzirão. Ou seja, internet, câmaras, musicas, mensagens, Bluetooth, compatibilidades com Microsoft Office ainda é pouco para o que ainda vem, à exemplo de TV digital, pagamentos on line, débitos e etc e ainda falar, é incrível!.
Se este é o nosso mundo, tão grande e tão celular, então viva! Com equilíbrio!
Saudações.
Ivan Quadros
Coach & Consultor
Sapiens Consultoria

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

NEUROMARKETING – O MARKETING DESBRAVANDO NOVAS FRONTEIRAS


Imagine o ganho de eficiência se os profissionais de vendas pudessem antecipadamente compreender o que se passa na mente do cliente no momento da compra ou se fosse possibilitado às empresas entenderem como se processa percepção de suas marcas pelo cliente. Segundo Cobra e Brezzo (2010), estes são os novos desafios dos estudos mercadológicos para a contemporaneidade. A base para estes estudos são as novas técnicas da neurociência que ampliam a possibilidade de compreensão do comportamento consumidor, que por sua vez é delineadora de uma série de ações, principalmente de comunicação com o mercado.
A neurociência é uma abordagem interdisciplinar que busca explicar o comportamento a partir da compreensão da dinâmica de funcionamento do cérebro. Envolve disciplinas tais como biologia molecular, eletrofisiologia, anatomia, neurofisiologia, biologia do desenvolvimento, biologia molecular, biologia comportamental, neuropsicologia cognitiva. Segundo Cobra e Brezzo (2010), as técnicas de imagem diagnósticas desenvolvidas para detectar doenças no cérebro, passaram a se revestir de uma nova função. Estas imagens possibilitam a identificação das reações cerebrais a estímulos emocionais. Com base nesta leitura é possível verificar que áreas do cérebro estão sendo ativadas quando as pessoas são expostas a marcas, imagens, vídeos, produtos ou propagandas. É deste novo micro universo que emerge o neuromarketing.
Mas o que seria o neuromarketing? “O neuromarketing analisa os pensamentos, as emoções, os aprendizados e sentimentos que ocorrem na mente inconsciente dos consumidores e são responsáveis por impulsionar sua tomada de decisões e comportamentos de compra. Observa-se que o neuromarketing já é discutido em algumas e aplicado em poucas empresas multinacionais, porém, por se tratar de tema ainda recente, deve-se mapear o nível de domínio ou aplicação destes conceitos e técnicas no mercado empresarial (ENANPAD, 2007 apud COBRA e BREZZO, 2010).
Desta forma, segundo os autores, o neuromarketing, através das tecnologias de diagnóstico, busca identificar padrões de atividade cerebral, que mostrem como é percebida a informação e quais seus efeitos sobre o indivíduo quando este é exposto a determinados estímulos.
Assim os resultados obtidos com os estudos de neuromarketing vão possibilitar uma ampliação do comportamento do consumidor em relação ao consumo, ao lançamento de novos produtos, sua percepção de marca.
O marketing começa a cruzar uma fronteira delicada, pois estamos falando da dimensão da mente humana. Estamos falando em lidar com a psique, com o inconsciente. As fronteiras entre o correto e o manipulativo parecem ficar muito tênues. Cada vez mais a formação de profissionais responsáveis e comprometidos com a ética, vai distinguir ações que visem o bem estar do indivíduo e da comunidade daquelas que se caracterizam de um teor manipulativo orientada exclusivamente para resultado.
Túlio Gadelha
Diretor da Sapiens Consultoria
Indicação de leitura: O Novo Marketing (Cobra,Marcos e Brezzo, Roberto) Ed. Campus

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

CHUNKING, TEORIA U E OS PROFISSIONAIS MULTI TAREFAS



Olá amigos!
Realmente “chunking” é um termo que compõe a classe das novas palavras. Mas para entendê-lo, o chunking, vamos dar uma passada na revolucionária Teoria U, criada por Otto Scharmer, para podermos fazer uma correlação com uma categoria crescente de “profissionais”, os multi tarefas.
A Teoria U propõe níveis mais profundos de aprendizado e de reação aos sentimentos humanos. Nesta proposição espera-se que entre o pensar e o agir haja uma possibilidade de ver além da pura reação emocional, ou seja, que possamos estar pleno do nosso poder a fim de respondermos às questões cotidianamente impostas. Evitando assim, uma postura meramente reativa ao complexo universo de circunstâncias que nos cerca.
O “chunking” descreve como a memória humana funciona. Entrando um pouco mais no início desta história: George Miller, psicólogo estadunidense, um dos criadores da ciência cognitiva moderna, em seus estudos conclui em termos gerais que a consciência pode manejar, pelo menos sete segmentos ou elementos, os chunks – pedaços, de informação ao mesmo tempo. Portanto, não temos tanta capacidade de memória, e é limitada a memória de curto prazo, a de segundos ou minutos, para armazenar letras, palavras, números e etc.
Agora vamos conversar sobre o multitarefas, aquele personagem organizacional que conhecemos tão bem e que às vezes nós mesmo não escapamos de encarnar este papel. Quando o protagonizamos, orgulhosamente batemos no peito e dizemos o quanto realizamos enaltecendo a nobreza que existe em realizar várias atividades ao mesmo tempo, tais como: dirigir, falar no celular e ainda olhar coisas interessantes que passam nas calçadas, que perigo! Participamos de reuniões e não tiramos o olho do computador, respondendo e-mails, vendo as últimas notícias e etc. Quanta atenção dedicada. E quando o multitarefa recebe alguém na sala? Delibera e conjuntamente entre uma conversa e outra no celular, dá uma olhadela rápida no computador. Que bela demonstração de foco e cuidado!!
Dadas estas questões, podemos perceber o quanto podemos fazer para melhorar a nossa condição profissional, qualidade de vida e os nossos relacionamentos. Para tanto é preciso que percebamos a forma que escolher lidar com as situações e qualidade de respostas que podem ser fornecidas. É aí que entra o chunking. Como praticá-lo?
Primeiro, entendendo o quanto perdemos em qualidade quando não nos fixamos em focar determinadas tarefas que poderiam ser priorizadas, agilizadas e finalizadas a contento.
“Chunking” é o conceito de dividir o seu dia em partes ao invés de reagir a cada “emergência”. Quanto mais partes de tempo você puder dedicar a tarefas específicas, menos perdas ou vazamentos de energia existirão. Realizando cada coisa a seu tempo, certamente, você terá mais tempo e vai fazer mais coisas. E como bônus, já que vai poder focar numa única tarefa por vez, você vai fazer melhor as suas atividades. Percebe o ganho?
Um bom exemplo no trabalho é dedicar-se a um assunto de cada vez com princípio, meio e fim, sem interrupções para pequenas “urgências”, telefonemas e outras distrações. Outro exemplo prático é a leitura e respostas de e-mails que podem ser direcionados para um ou dois momentos do dia e não a cada cinco minutos, digamos assim. Pense o quanto produtivo esta divisão pode ser. Logicamente isto mexe com hábitos e até mesmo culturas instaladas e que necessitarão de mudança do padrão mental.
Realização de reuniões eficazes, feed backs assertivos, relatórios prontos no prazo e principalmente a percepção da equipe, da sua atenção, educação e crescimento são outras possibilidades quando segmentamos e evitamos as perdas geradas pelo hábito da realização da multi tarefa.
Portanto, a busca pela maior eficiência e produtividade tem um aliado que indica o distanciamento do problema para melhor análise, construção de foco e a sistematização de atividades, que é denominada de chunking.